Este é um soneto do obscuro poeta maranhense do final século XIX e começo do século XX, chamado Luiz Lisboa.
É uma das obras mais esquisitas da língua portuguesa, com o título “A uma Deuza”, assim mesmo, com Z, e é tido por
alguns estudiosos como uma gozação aos poetas simbolistas, famosos por seus versos arrebitados, cheios de palavras
preciosas ou difíceis.
Consta que existem várias versões do soneto “A uma Deuza”
Excerto de texto publicado pela Revista FIEO em Foco, da UNIFIEO, número 119, em Outubro de 2.006.
(José Roberto de Campos)
A uma Deuza
Tu és o quelso do pental ganírio
Saltando as rimpas do fermim calério
Carpindo as taipas do furor Salírio
Nos rúbios calos do pijom sidério
Ès a bartólia do bocal empírio
Que ruge e passa no festim sitério
Em tricoteios de partano estírio
Rompendo as gambas do hortomonegério
Teus lindos olhos, que têm barlacantes,
São carmensúrias que carquejam lantes
Nas duras pélias do pegal balônio.
São carmentórios de um carce metálio
De lúrias peles em que pulsa o obálio
Em vertimbáceas do pegal balônio.
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